Jane Prado preparou seu físico e trabalhou sua coreografia até torná-la uma obra de arte e, qualificada no Brasileiro, partiu para sua primeira competição na Europa, mesmo sabendo que a NABBA. International não enfatiza esta categoria, por considerar que a modalidade foi criada a partir da Aeróbica e não do Bodybuilding. Jane deparou-se com concorrentes bem trabalhadas fisicamente mas cuja coreografia não oferecia nenhum desafio. Segundo os conceitos que regem a modalidade, uma prova de aptidão física foi exigida juntamente com a avaliação física e coreográfica. O Prof. Fábio Gianolla, árbitro internacional e dirigente da delegação brasileira, conta: O teste Fitness foi uma surpresa, pois pensávamos que seria algo coreográfico, mas foi um teste de aptidão, com corrida entre espaços, abdominais, flexões de braço e subidas e descidas do step, tudo cronometrado e tudo inesperado para Jane em sua primeira participação, determinando seu segundo lugar. Nos outros dois quesitos não deixou a menor dúvida de ser a campeã. Jane Prado vem de uma carreira de destaque como atleta Fitness, mas 2002 foi seu ano: venceu o Paulista e o Brasileiro, integrou a equipe do Brasil ao Universe, sendo pódio em 2º, e está qualificada para o Mundial WFF na Alemanha, em 2003. Com certeza, boas perspectivas internacionais se abrem para Jane Prado, que saberá conciliar todos os seus papéis: atleta, esposa e mãe - como faz desde que Stefhany e Jéssica nasceram. Com o sucesso, as exigências se multiplicam, começando pela agenda sua e de Edson, que é em conjunto, o que vale dizer: sem espaço.
JM&F: Como você avalia esta experiência? JM&F: Você venceu a seletiva para o Mundial Fitness da
WFF-Wold Fitness Federation/NABBA International na Alemanha, em junho de 2003. Lá
competem em média 300 atletas, em 15 categorias, subdivididas. Está animada para um
confronto de tais dimensões?
JM&F: Você está percebendo que pisamos terreno
desconhecido em matéria de Fitness, porque são critérios de julgamento diferentes dos
nossos e a modalidade, tal como a conhecemos, não tem muitas adeptas lá. As atletas
brasileiras teriam que participar e se impor, até provocar mudanças. Está disposta a
investir nisto? JM&F: Em termos pessoais, o que representou sua viagem à
Inglaterra? Entrevista: Anna Maria Garcia
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