Da Série: Os Grandes Exercícios da Musculação - Exercício 30 Depois do Supino, este é o mais antigo e popular exercício para os peitorais - poderíamos dizer, um complementar básico. Originou-se de um exercício denominado Crucifixo, em que se fazia o movimento com os braços retos, sem fletir os cotovelos, provocando grande tensão nos ligamentos do ombro e cotovelo. Logo descobriu-se que, dobrando ligeiramente os cotovelos ao descer os halteres, a tensão era aliviada, tornando o exercício bastante confortável. Assim, os bodybuilders da época passaram a adotar esta nova técnica. Devemos lembrar que naquele tempo não existiam os equipamentos de hoje, como o peck deck, cross over etc. Apenas a título de curiosidade, o Crucifixo já era citado pelos filósofos gregos, entre eles, Platão (o espadaúdo), recomendando-o para o fortalecimento dos músculos dos atletas e pessoas debilitadas. O nome em inglês Flying (ato de voar, voador) do exercício, entre nós já foi denominado asa de pássaro, depois crucifixo vôo ou simplesmente vôo. A AÇÃO SOBRE O PEITORAL E EFEITOS RESPIRATÓRIOS: Querem alguns autores que este exercício aumenta a expansão da caixa torácica, desta forma, ampliando a capacidade pulmonar. Isto pode ser verdadeiro (Platão que o diga), mas não existem estudos conclusivos a respeito. O que posso afirmar por observação pessoal, é que este exercício contribui muito para aliviar o desconforto de pessoas portadoras de problemas respiratórios, tais como bronquite e asma, devendo ser mais indicado (juntamente com outros) para estas patologias, do que a natação, mesmo e principalmente, para crianças e adolescentes. TÉCNICA E EXECUÇÃO DO MOVIMENTO: b) Segure um halter em cada mão, com os braços estendidos acima do peito; desça lentamente, inspirando e dobrando ligeiramente os cotovelos (não demasiado, para que não seja solicitada a ação do tríceps). c) Ao atingir o ponto de maior alongamento no final do movimento, faça uma breve isometria, para acentuar mais o trabalho. d) Volte à posição inicial, expirando e fazendo uma rotação do braço, tocando de leve as anilhas da frente dos halteres, ao finalizar o movimento. Notas: - O Peitoral Maior faz a adução e rotação medial do braço. Saber disto é importante, para que o movimento não seja apenas de abdução-adução, mas também de rotação do úmero, tornando o exercício mais eficiente e produtivo. CUIDADOS NESTE EXERCÍCIO UM PROGRAMA EXEMPLIFICADO Exercício 1 Exercício 2 Procedimento: Em seguida, sem descanso, vá até o banco inclinado (supino superior) e faça uma série (com a maior carga possível) de desenvolvimentos com barra, de no mínimo 06 e no máximo 12 repetições, naturalmente concentrando o esforço no músculo e na qualidade do movimento, e não apenas em levantar o peso. É evidente que a carga será substancialmente menor do que em uma série simples, pois o peitoral foi pré-esgotado com o Flying, embora tríceps e deltóides, que serão solicitados no supino, estejam relativamente descansados, permitindo esgotar totalmente o músculo alvo - no caso, o peitoral maior. Está feita uma super-série. Repouse uns 2 ou 3 minutos e repita a dose, de preferência com o apoio de um parceiro de treino, que deverá estar atento ao momento da falha, para auxiliar na realização de mais uma ou duas repetições forçadas. INICIANTES: INTERMEDIÁRIOS: AVANÇADOS: ATLETAS: Nota: Seja qual for o seu caso, peça sempre orientação e sugestões ao
técnico ou professor.
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