ELEVAÇÕES LATERAIS CURVADO:
COSTAS PODEROSAS
Considero este exercício realmente um dos grandes, em especial quando
executado na sua forma livre, com um par de halteres.
Além do forte trabalho que promove na parte posterior dos deltóides,
ativa outros músculos do ombro e costas, com ênfase nas porções inferior e média do
trapézio.
Estas fibras, quando bem desenvolvidas, conferem densidade às costas,
o chamado miolo. Este grupo muscular é muitas vezes negligenciado pelos
bodybuilders, que perdem importantes pontos na pose de duplo bíceps de costas, nas
competições.
Incluir este exercício na programação pode sanar a deficiência,
conferindo uma visão hercúlea e completa às costas do atleta.
É oportuno lembrar que as porções média e inferior do trapézio
reforçam os extensores torácicos da coluna e, quando fracos, aumentam bastante o risco
para a cifose.
A AÇÃO DOS MÚSCULOS
Além do deltóide posterior, também são trabalhadas em profundidade as fibras médias e
inferiores do trapézio, ao aproximar a escápula, no final do movimento. Participam ainda
da ação outros músculos do ombro e das costas, como os rombóides, redondos e infra
espinhais. A elevação da coluna durante a subida dos halteres (para evitar a contração
isométrica dos paravertebrais), faz com que os músculos lombares também sejam
beneficiados.
TÉCNICA E EXECUÇÃO DO MOVIMENTO
Segure um par de halteres mantendo o tronco inclinado para frente,
pés afastados, joelhos e cotovelos ligeiramente fletidos.
Inspire e eleve lateralmente os halteres, acompanhando com uma
razoável elevação da coluna;
Expire ao finalizar o movimento e durante o retorno à posição
inicial.
Ao final do movimento, aproxime as escápulas, encolhendo os ombros.
Procure tomar o cuidado de não olhar para frente durante todo o
trajeto, evitando forçar a lordose lombar. O movimento deve ser deliberadamente mais
rápido na fase concêntrica e lento, na excêntrica.
Como ocorre a ação conjunta de muitos músculos e a possibilidade de
usar a técnica do impulso, é possível manejar cargas muito elevadas neste movimento.
Porém, este não é um exercício indicado para não treinados ou iniciantes, pois exige
muita coordenação e cuidados, além de elevado grau de motivação e determinação.
AS VARIAÇÕES: EM CABOS, MÁQUINAS E APOIADAS
São muitas as variações possíveis neste exercício, como o uso dos cabos cruzados
crossover, (curvado ou em pé), em substituição aos halteres.
Movimentos unilaterais, ou com o corpo apoiado em decúbito ventral
(para enfatizar mais o trabalho dos deltóides posteriores), também são comuns.
Uma variação interessante e segura para iniciantes é a realizada no
aparelho peck-deck, quando este permite trabalhar com a inversão das polias.
QUANDO E QUANTO
INICIANTES:
Não é necessário que um iniciante faça exercícios específicos para os deltóides
posteriores. São inúmeros os exercícios que trabalham esta região em sinergismo, como:
os desenvolvimentos, as remadas e puxadas em geral.
No entanto, se o fizer, o iniciante deverá optar por uma variação
mais simples, segura e confortável, entre as citadas acima.
INTERMEDIÁRIOS:
Quando já se alcançou o estágio de dividir o treinamento por grupos musculares e em
várias sessões semanais, é normal programar o trabalho de deltóide seguido de braços,
por exemplo.
Ou peito e ombro; costas e ombro; ou, ainda, pernas e ombro.
Isto, geralmente com vários exercícios, de forma a trabalhar as três
porções do deltóide, com ênfase especial a lateral.
AVANÇADOS E ATLETAS:
Neste estágio, a maioria segue treinando com a mesma programação.
Apenas o que muda é a intensidade do trabalho, já que o alto grau de
condicionamento físico que adquiriram lhes permite - e até exige um esforço
maior, para que continuem obtendo progressos.
ESPECIALIZAÇÃO:
Longe das competições (off season), quando os atletas buscam aperfeiçoar
seu físico e/ou incrementar tamanho, costumam dar ênfase a alguma área mais necessitada
do corpo, da qual se descuidaram ou que tenham mais dificuldade para desenvolver.
Caso sejam as costas, segue abaixo uma sugestão de programação para
tamanho em amplitude, densidade e força:
| EXERCÍCIOS |
SÉRIES |
REPETIÇÕES |
Levantamento
da Terra |
4 |
12 a 06 |
| Remada Curvada com Barra |
4 |
10 a 06 |
| Puxador Alto à Frente |
4 |
12 a 08 |
| Puxadas Altas c/ pegada
aberta |
4 |
10 a 06 |
| Elevações Laterais
Curvadas |
4 |
12 a 08 |
A sugestão acima é para um treino semanal.
Os demais grupos musculares serão trabalhados com menor volume (menos
exercícios e séries) e em dias diferentes, pois se trata de uma especialização
para as costas.
Bons Treinos!
E lembre-se, é sábio consultar o seu
professor ou técnico, antes de inovar.
Consulte:
Músculos Provas e Funções (Forence P.Kendall)
Guia dos Movimentos da Musculação (Delavier)
Anatomia Humana (Romeu Rodrigues de Souza)
Musculação (Santarém)
EUGÊNIO FRANCISCO KOPROWSKI |
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Presidente da Fed.Paulista de Musculação 78/84 - 93/01 |
| - |
Treinador de Atletas desde 1963 |
| - |
Dirigente Esportivo desde 1977 |
| - |
Presidente da Conf.Brasileira 86/91 |
| - |
Membro Titular do Conselho Estadual de Desportos/SP |
| - |
Presidente da Comissão Organizadora do Campeonato Mundial IFBB/89 - SP |
| - |
Campeão Paulista e Rio-S.Paulo de Musculação 1976 |
| - |
Presidente do Conselho Consultivo da UFEESP |
| - |
Prof.dos cursos de musculação aplicada da Fac.Ed.Física da Un.Fed.do
Paraná, 83/94 |
| - |
Fundador da NABBA BRASIL (NABBA INTERNACIONAL - BRASIL) 2001
E-mail: eugenio@nabba.com.br |
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