A expectativa média de vida do ser humano é em torno de 75 anos e poderá aumentar para 85 anos nas próximas duas décadas (Fries, 1980). Entretanto, não se sabe ao certo, se estes anos adicionais de vida serão satisfatórios o bastante para serem vividos (Lamberts et al, 1997). Muitos trabalhos de pesquisa indicam ganhos modestos nos anos de vida com saúde, entretanto tem-se registrado um aumento bem maior nos anos de comprometimento físico, mental e social. A maioria dos idosos morrerá de aterosclerose, câncer ou demência, mas em um crescente número de idosos velhos saudáveis, a perda de força muscular é o fator limitante, que determinará suas chances de viverem uma vida independente até à morte (Lamberts et al, 1997). Adicionalmente, Rantanen et al sugeriram que a força muscular por si só pode providenciar maiores reservas funcionais e fisiológicas, que protegem contra a mortalidade (Rantanen et al, 2000), principalmente em idosos com pouca força muscular (Ferruti et al, 1997), ou durante doenças agudas (Danazo-Anvizy 98). Uma maneira fácil e bastante aceita entre os pesquisadores para sabermos se um determinado indivíduo possui força muscular considerável, é por meio da avaliação de sua força na pegada (handgrip). Uma pessoa que possui pouca força na mão, geralmente tem pouca força também em outros grupos musculares; já aqueles que possuem bastante força na pegada, são geralmente pessoas com maior força muscular e vigor físico. Pessoas com pouca força muscular usualmente apresentam um peso corporal reduzido, doenças crônicas e sedentarismo, fatores importantes que podem servir como preditores de mortalidade. No trabalho de Fujita et al (1995), após 6 anos de monitoramento da força na pegada de indivíduos de meia-idade, verificou-se que o risco de mortalidade era cerca de 2 vezes maior naqueles que possuíam os menores valores de força na pegada, quando comparados àqueles com maiores graus de força na pegada. Além disso, entre pacientes geriátricos, a fraqueza muscular tem sido associada a maiores riscos de mortalidade durante situações de doenças agudas (Phillips,P ; 1986). Portanto , vários autores têm sugerido que a força muscular é um importante preditor de sobrevivência e que indivíduos enfraquecidos têm aumento do risco de mortalidade e inaptidão, quando comparados a indivíduos da mesma faixa etária possuidores de maiores graus de força muscular.
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