PÁGINA 1/2 Janeiro 2004, dia 22, sete horas da manhã. Mal podemos acreditar que este dia chegou. Finalmente, após quatro anos de uma parceria que testemunhou dor, esforço e persistência, é chegada a hora de colhermos o fruto desse trabalho: a oportunidade de ver publicada no Jornal da Musculação uma sessão de treino. É uma honra que se concretiza após vários contatos com a Diretoria da FEPAM e dos editores do seu informativo bimestral. Christiano mora no bairro da Bela Vista e, enquanto se prepara para ir à academia, toma o seu café da manhã ao som de No more Tears de Ozzy Osbourne, um de seus artistas prediletos. No mesmo momento, na Vila Mariana, João Roque toma o seu shake de proteína com aveia, escutando Back in Black de AC/DC, música que ele considera o seu verdadeiro despertador. Já podemos sentir a adrenalina correndo em nossa veias. Os treinos de pernas, por si só, geram tensão suficiente, devido à grande demanda de energia. Essa tensão simplesmente dobra, quando temos a responsabilidade de justificar a nossa participação na revista. NA ACADEMIA DO CÍRCULO MILITAR PRIMEIRO EXERCÍCIO: CADEIRA EXTENSORA 4 Séries: Após este primeiro exercício, podemos sentir as pernas bem inchadas, devido ao grande aporte de sangue, mas também o acúmulo de ácido lático já se faz presente. É a hora certa para partirmos para o exercício que poucos se atrevem a fazer:
AGACHAMENTOS! Não utilizam carga suficiente, com a desculpa de machucarem as costas; enfim, todas as desculpas do mundo. Mas neste esporte, você pode esgotar todo o seu repertório de justificativas para o fracasso, que ao final do dia, tudo se resumirá a uma coisa: resultados. Ou você os conquista, ou você vai jogar cartas. Ou você realmente os quer, ou vai para a academia apenas para fazer social. Felizmente, optamos pela primeira alternativa. SMITH MACHINE a) em 1998, João sofreu uma operação de hérnia de disco na coluna lombar; portanto, não pode arriscar outra lesão grave nesta área. b) Christiano utilizou o agachamento livre no primeiro ano de treino; porém, após analisar cuidadosamente a mecânica do exercício e seus efeitos sobre o próprio físico, optou pelo maior controle que uma barra guiada oferece. Principalmente, porque permite isolar melhor determinadas seções do quadríceps, enquanto minimiza a ação dos glúteos, quadris e músculos eretores da coluna. c) Esta última razão é mesma pela qual João também fez a sua opção. 4 séries - 3 de aquecimento: A 4ª e última série é a que produzirá os resultados que esperamos: pernas gigantes. Nesta última série, a única técnica de intensidade utilizada são as repetições forçadas, pois o sistema cardiovascular é extremamente exigido aqui, tornando-se contraproducente o uso de restpause ou drop-sets. Utilizamos carga suficiente para que, ao final da última repetição, nosso único desejo seja simplesmente desabar no chão em busca de ar, na esperança de que os batimentos cardíacos voltem naturalmente ao normal (e se não voltar? é um pensamento que vem nos assombrar nesta hora). Vamos falar em números:
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